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Entrevista com Claudia Machado!

19:37 Carolina Senra



Oi meu amor, primeiro de tudo quero agradecer à sua visita, chama mais gente! ajuda a divulgar nosso blog! ^~
Ontem foi minha entrevista com a queridíssima imortal Claudia Machado, que eu já mencionei no post passado. Pra quem não conferiu a cobertura que fiz do lançamento do livro dessa moça bonita, clique aqui e veja agora, viu? Simples assim! <3>

Gente, simplesmente cheguei na clínica e fiz questão de atrasar o trabalho do Cristiano, que conversa agradável, quando a Claudia chegou, os dois me Entrevistaram haha, mostrei meus trabalhos gráficos, falamos sobre o livro, sobre como ele serve como uma luva pra qualquer mulher, acho que todas se identificam com a leitura pois em cada fase da nossa vida estamos para uma das mulheres que conhecemos no livro do depois.

Quem sou eu pra falar da Claudia pra vocês? Como diz Cristiano, "ela é uma das garrafas com ouro que o fundador desta cidade enterrou no solo de Palmeiras". Cristiano fez um texto analisando o que ela vinha fazendo em termos de escrita que vocês podem conferir aqui, dizendo que ela é fruto do amor entre Drummond e Cora, acho que vocês deveriam conferir a leitura gente, linda! Esse texto explicaria a Claudia bem melhor do que na minha visão de amiga/fã. Sem dúvidas, uma das maiores riquezas que temos e queremos mostrar ao mundo. 
>Não sei o que foi mais fofo, se foi ela ter me chamado pra entrevistar com meu blog apenas começando, se foi ela falando de como começou a escrever quando pequena ou de como ela se lembrou do primeiro livro escrito por ela que eu tive.
Bom, a maioria das perguntas que recebi foram feitas por estudantes. Jovens amigos da faculdade e de outras faculdades que me encontram por vezes em saraus em Goiânia. Estes estão em uma fase muito importante de suas vidas, estão começando à começar, e tem medo do começo, confuso até para eles haha. Pediram para eu perguntar à Claudia:

 Quando foi o começo?

Seguinte gente, Quando ela tinha 10 anos, ela ouvia muito Maria Betânia. A influência das músicas cheias de conteúdo de Betânia impressionaram a pequena Claudia e ela, decidida, quis escrever. Pois sentou-se em frente à uma maquina de datilografia inspirada pelas canções e não saiu nadinha, não era hora, todo esse turbilhão de poemas ainda se manteve adormecido até seus 27 anos.
Passou-se o tempo, uns 17 anos, minha gente! E a jovem Claudia estava na faculdade de psicologia  onde teve influências de sua professora Márcia que dava aulas de psicanálise, e ela estava em uma época em que gostava muito da Cecília Meireles. Em especial o livro cânticos, que é um livro póstumo, os poemas são como orações e "de uma sabedoria ímpar". Ela "se apaixonou" por Cecilia e aí sim, começou a escrever.

Teve medo: "O mais importante na minha vida é a escrita."


Antes dos 27 ela "simplesmente travava". Era "como se a tempestade viesse com toda força e eu não tivesse suporte pra aguentar", ela respondeu. Foram 17 anos vigorando o medo, quando ela começou era maior do que o medo ou qualquer outro empecilho. 

Um conselho aos que querem começar a escrever mas estão morrendo de medo: > ela riu e sorriu ^~

" Eu acho que as pessoas não precisam de conselho sobre isso. Por que a escrita ou a arte acaba se tornando muito maior que a pessoa, isso dá a eles a força que precisam pra começar. Isso se impõe."

Como Surgiram tantas mulheres ?


As pessoas perguntam muito sobre as mulheres do livro, elas são heterônimos femininos, são assinaturas diversas diferentes da dela, o jeito de escrever é diferente, ela gosta de escrever sobre o passado, sobre as saudades que ela tem, sobre Minas Gerais que ela não viveu. "Essas mulheres são mulheres da cidade", mulheres simples, que não tinham grandes feitos, mas ainda sim são mulheres marcantes, cada uma lida com a vida de forma diferente.


De onde surgiu a Itália nesse projeto?

O livro é bilíngue. Ela foi à Itália no ano passado. E diz ter ficado apaixonada por ela >não tem como não ficar né?. Então começou a fazer aulas de italiano, através da professora Márcia Marina,  casada com um italiano de nome Arttilio Zamperoni, que faz o festival nacional de cinema, biografia e arte em uma cidade chamada Asolo ha 34 anos. Este é um dos festivais mais importantes da Europa. Asolo é a base dos Brics da cultura, um lugar que emana todo tipo de arte. Então ela fez um sarau em forma de flash mob junto a esses amigos em um evento no apartamento de um de seus clientes, onde no meio do evento aleatoreamente alguém cantava ou declamava uma poesia. Ele se agradou da idéia e fez um convite para que ela fizesse isso no festival. Ele também visitou Goiás e disse que teve um encontro místico com Cora Coralina. Disse que faria uma homenagem a ela dentro do festival e que Claudia e seus talentosos e intelectuais amigos tomariam conta dessa homenagem. Nasceu então uma associação chamada: Associação de Amigos do Festival de Asolo, que são goianos artistas cineastas escritores maravilhosos convidados a fazer parte do festival. A associação nasceu através das palavras de Cora: Sou geração ponte, cria se então a ponte cultural entre Goiás e Itália. > Para tudo e me diz se não é lindo, to bege!


Ei! Ficou comprido né, mas que delicia de tarde foi essa, amei, muito obrigada Claudia e Cristiano vocês são10, vocês são mil, são dez mil!

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